Ossário confirmaria existência histórica de Jesus

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Urna mortuária que seria do apóstolo Tiago traz inscrição atestando a existência histórica do Senhor Jesus. A urna, um baú de calcário pertence a um colecionador israelense que prefere o anonimato, foi adquirida provavelmente de saqueadores, e não legalmente retirada de sítios arqueológicos, o que prejudicaria estudos adicionais. Vazia, ela traz a inscrição em aramaico "Tiago, filho de Jose, irmão de Jesus". Pesquisadores já determinaram a autenticidade tanto do artefato quanto da escrita gravada. Dada a controvérsia que o nome "Jesus" levanta, o paleógrafo André Lemaire, professor da Escola Prática de Altos Estudos de Paris, que traduziu a inscrição, já veementemente se manifestou confirmando suas conclusões.

 

Os resultados foram publicados pela revista "Biblical Archeology Review", bem como seu protesto em que acusa os detratores de seu trabalho de lhes faltar contra-argumentação formal e cientifica. Logo que estudado o artefato, alguns estudiosos haviam posto em duvida a parte da inscrição que mencionava o nome "Jesus". Segundo eles, tal dado teria sido acrescentado muitos anos mais tarde, já com o intuito de se forjar uma prova científica, o que o professor refuta em manifesto na própria revista.

 

Embora ninguém se arrisque a dar cem por cento de garantia de que a inscrição trata do Jesus bíblico, as probabilidades se aproximariam de tal percentual. É o que defende Lamaire, explicando que não era comum uma urna funerária trazer, alem do nome do pai, também o do irmão do morto. A exceção seria no caso de um irmão proeminente, importante. Tal conclusão eliminaria outro argumento, o de que nomes como "Tiago", "Jose" e "Jesus" eram comuns na época em que a urna foi talhada.

 

Ossario descoberto