Os meus domingos, desde a mocidade, tenho passado na igreja. Com raríssimas exceções, geralmente em períodos de férias, não vou à igreja aos domingos. Mesmo quando estou viajando procuro saber se há alguma Igreja Batista por perto para visitar. Sendo pastor, a maioria das pessoas põe na conta das obrigações pastorais o estar na igreja aos domingos, mas os pastores são pessoas que geralmente já agiam assim mesmo antes de se verem como ministros de Deus.

Muitas pessoas ainda nos perguntam o porquê de separarmos o Domingo para adorar e não o Sábado. Uns põe na conta das modificações constantinianas da história e do calendário ocidental, outros dizem ser por causa do Sol Invictus (uma adaptação deste dia de descanso já existente), outros põe na conta da cultura romana porque o primeiro dia da semana (Domingo) era um dia em que o comércio não funcionava e por isto os cristãos podiam congregar. No entanto, o fato mais contundente é que no primeiro dia da semana, no Domingo pela manhã, Cristo ressuscitou.

A quinta-feira foi muito agitada. A sexta-feira muito triste. No início do sábado, horário que corresponde às 18h00 da nossa sexta-feira, o mundo está quieto.

Transporto-me para aquele início de noite e consigo ver uma tristeza que com toda certeza me abateria também. Saudade é coisa que dói demais. Esta saudade é ainda pior porque vem sobrecarregada de questionamentos. Não faz o menor sentido o que está acontecendo. Estes últimos anos vimos tantos milagres e curas e ouvimos tantas palavras de vida. E agora? A menos que algo realmente sobrenatural ocorra, tudo que vivi parece estar perdido.

Quem está ao meu lado tem as mesmas perguntas que eu e a mesma tristeza que sinto. Não há consolo. Apenas silêncio. Começamos a ficar com saudades daqueles sábados outrora tão agitados.

Hoje é sexta-feira e feriado no Brasil e em muitos lugares do mundo. Não é um dia de comemorações porque os fatos deste dia dois milênios atrás são apavorantes sob todos os aspectos. Mas sem dúvida é um dia para nunca esquecer.

Como previ no texto anterior, a quinta-feira foi excelente. Não poderia ser melhor. Apesar da agitação de ontem, ainda tento ficar ligado àquela quinta-feira, mas hoje já é sexta. Passei a noite dormindo. E dormi muito bem, apesar de ter ido mais tarde que o habitual para a cama. Não me dei conta do que aconteceu entre às 00h00 desta sexta-feira e as 7h00 desta manhã, mas em uma madrugada distante destas, toda a criação estava atenta ao que acontecia naquele pequeno pedaço do mundo.

É o dia em que Jesus foi levado à Cruz para que o homem pudesse se reconciliar com Deus. Aquele dia poderia jamais ter acontecido! Por que e para que tanta crueldade? Para que tantas mentiras? Por que ninguém o defendeu? Onde estava a multidão que o aclamara Rei no Domingo anterior? Como Ele foi capaz de suportar tantas afrontas, dor física e abandono?

Escrevo este texto em uma quinta-feira, véspera de feriado de Páscoa. Muitos costumam chamar esta semana de Semana Santa. Amanhã é a Sexta-feira Santa. O dia está ensolarado e, segundo a previsão do tempo, não deve chover hoje – um dia perfeito. Acordei cedo e já conversei com muita gente pelos aplicativos de celular. Ao sair encontrei com um irmão que me deu boas notícias sobre sua vida. À tarde verei muita gente querida com quem compartilho o Evangelho e as profundidades da Teologia. Vamos compartilhar uma grande refeição juntos e, ao que tudo indica, terei um final de tarde e noite muito bons.

No supermercado ouvi que o Bacalhau estava em oferta. Hoje é dia de comprar Bacalhau para os católicos ou os que ainda guardam este hábito religioso (católico), costume ou superstição. Mais tarde haverá grandes congestionamentos nas rodovias que ligam nossa cidade ao interior e ao Litoral. Filas enormes em pedágios. Festa, sol e mar para alguns. Silencio e mato para outros. Há quem fique indiferente a isto, mas são poucos os que não compraram um ovo de Páscoa, mesmo com os preços exorbitantes do chocolate.

No entanto, é pensando na quinta-feira fatídica ocorrida cerca de 2.000 anos atrás que estamos querendo falar. Falamos da última semana de Jesus antes de sua crucificação. Das suas últimas horas antes de ser capturado.

Páscoa, o que significa isto?Páscoa vem do hebraico pesach, “passar sobre”. Foi quando Israel, após 400 anos de escravidão no Egito, foi libertado miraculosamente por Deus, e constituído como seu povo. A páscoa era o pacto entre Deus e Israel. Deus cuidaria do povo e Israel lhe seria obediente. Sua instituição está em Êxodo 12.1-13:

Neste texto destacamos três aspectos: o cordeiro, o participante e o sangue do cordeiro. Analisamos os três separadamente, ajuntando depois suas partes, e cotejando com a pessoa de Jesus, podemos entender um pouco mais sobre o significado cristão da páscoa. A páscoa judaica era também uma profecia factual, que se cumpriu em Cristo.

Versículos para hoje

"Porque somos dominados pelo amor que Cristo tem por nós, pois reconhecemos que um homem, Jesus Cristo, morreu por todos, o que quer dizer que todos tomam parte na sua morte.Ele morreu por todos para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas vivam para aquele que morreu e foi ressuscitado para a salvação deles."

2Co 5:14,15