“Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como Jesus fora reconhecido por eles quando partia o pão.” (Lucas 24.35)

O Encontro no caminho de Emaús, um vilarejo a doze ou treze quilômetros a noroeste de Jerusalém, é uma das mais vívidas histórias da Páscoa. Aconteceu na tarde de domingo, enquanto dois discípulos caminhavam e falavam sobre os eventos impressionantes ocorridos em Jerusalém naqueles dias. Nessa caminhada, o Cristo ressuscitado juntou-se a eles.

Observemos o que Lucas diz sobre os olhos dos discípulos. De acordo com o versículo 16, seus olhos foram impedidos de reconhecer Jesus; de acordo com o versículo 31, seus olhos foram abertos e eles o reconheceram. O que teria feito a diferença? Como nossos olhos podem ser abertos como os olhos dos discípulos o foram?

“Levaram Jesus ao lugar chamado Gólgota... E o crucificaram. ” (Marcos 15.22,24)

Em um de seus discursos, Cícero descreveu a crucificação como “a punição mais cruel e repugnante”. Mais adiante ele acrescentou que a simples palavra cruz deveria ser retirada não somente da vida de um cidadão romano, mas também de seus pensamentos, olhos e ouvidos. Não é nem surpreendente nem acidental, portanto, que os evangelistas sejam muito contidos naquilo que escrevem. Tudo o que dizem é que “ali eles o crucificaram”, sem dar quaisquer detalhes descritivos.

No entanto, sabemos por outras fontes que o prisioneiro era deitado sobre o madeiro, que suas mãos, pulsos ou braços eram pregados no patibulum, e que a cruz era então içada a uma posição vertical e solta em um buraco cavado para esse fim.

Pilatos ordenou que um “título” em aramaico, latim e grego fosse colocado acima da cabeça de Jesus com a inscrição “Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus”. Os líderes judaicos tentaram persuadir Pilatos a mudar o texto de modo a dar a entender que Jesus afirmava ser o Rei dos Judeus, mas Pilatos recusou.

Aos poucos a multidão de espectadores foi diminuindo. Os soldados lançavam sorte pelas vestes de Jesus, e as mulheres assistiam a tudo chorando. Alguns sacerdotes e mestres da lei também permaneceram ali, zombando dele: “Salvou outros, mas não é capaz de salvar a si mesmo! E é o rei de Israel! Desça agora da cruz, e creremos nele. Ele confiou em Deus. Que Deus o salve agora, se dele te compaixão” (Mt 27.42-43). Parte do que estavam dizendo era literalmente verdade. Ele poderia ter exercido seu poder divino e descido da cruz, mas o que não poderia fazer era salva a si mesmo e a eles ao mesmo tempo. A fim de salvá-los ele teve de permanecer na cruz e morrer.

Assim, em pouco tempo “a cruz” passou a ser vista não tanto como uma forma de execução, mas como um símbolo do evangelho da salvação. O apóstolo Paulo escreveu: “Que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6.14).

Para saber mais leia I Coríntios 1.17-25

Versículos para hoje

"...a fim de que todos sejam um: e como é tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste."

João 17:21